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Vendas de elétricos superam ano de 2025 e governo mapeia rede nacional de recarga

Ministério de Minas e Energia lança consulta pública para adaptar setor elétrico à nova demanda automotiva

Foto: Reprodução/Diário Indústria & Comércio

 

O Ministério de Minas e Energia abriu nesta sexta-feira (23) uma consulta pública para planejar a expansão da infraestrutura de recarga de veículos elétricos no Brasil. A iniciativa ocorre em meio ao crescimento de emplacamentos da categoria.

O acúmulo de janeiro a setembro supera em 70% as vendas de todo o ano de 2025. O objetivo da pasta é identificar barreiras legais e formular diretrizes para integrar o abastecimento às redes de distribuição de energia.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e da Tupi Mobilidade. A localização destes equipamentos, no entanto, apresenta disparidade regional. São Paulo isoladamente detém 26,3% dos pontos do país, número que sobe para 50,7% com a adição dos três estados da região Sul, ao passo em que os sete estados da região Norte respondem por apenas 3,4% do total.

Com relação á demanda elétrica, a expectativa oficial aponta para um consumo de 15TWh pela eletromobilidade em 2036. O governo classifica esse montante como uma “ordem de grandeza comparável à de outras novas cargas relevantes para a expansão da demanda elétrica considerada no planejamento setorial”. Além do volume consumido, o ministério chama a atenção para o impacto dessa carga no tempo e no espaço.

“Em especial, a recarga de veículos elétricos pode provocar concentrações localizadas de demanda em áreas urbanas, condomínios residenciais, garagens corporativas, centros logísticos e corredores rodoviários, com possíveis reflexos sobre os circuitos de distribuição e transformação que os atendem”, alerta a nota. Este desafio logístico acompanha os planos de expansão do mercado interno.

Montadoras estrangeiras instaladas no Brasil, como Stellantis, Volkswagen, Toyota e GWM, projetam investimentos de R$ 130 bilhões até 2030 focados em modelos elétricos e híbridos. A fabricante chinesa BYD, por exemplo, solicitou licenças para nacionalizar componentes e dobrar a capacidade anual de sua fábrica para 600 mil veículos. A consulta pública sobre a rede de recarga permanecerá aberta para contribuições pelo prazo de 30 dias.