ELEIÇÕES


Eduardo Bolsonaro questiona urnas brasileiras e defende que Flávio deixe país se perder eleição

Bolsonaro participou nesta sexta-feira (23) do programa "Louder with Crowder", apresentado pelo comentarista político Steven Crowder

Imagem: Reprodução/Redes sociais

 

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista a um podcast nos EUA nesta sexta-feira (23), que é a favor de que o irmão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), deixe o Brasil se perder a eleição. Na mesma entrevista, ele colocou em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras.

Eduardo participou do programa “Louder with Crowder”, apresentado pelo comentarista político Steven Crowder. Em 2021, o norte-americano teve o canal no YouTube suspenso por uma semana por divulgar alegações falsas sobre a eleição presidencial dos EUA de 2020.

A declaração sobre Flávio foi uma resposta à pergunta de um espectador enviada pelo chat do programa: “Se o seu irmão não ganhar a eleição, vocês têm algo planejado para ajudar o seu pai? Ou é uma situação em que vocês vão ver o que fazer se chegar a esse ponto?”

Eduardo respondeu em tom de brincadeira: “Mandar os fuzileiros navais.” Em seguida, ele riu.

Após os risos no estúdio, Steven Crowder respondeu em tom sério: “Haveria gente na esquerda furiosa com isso. Gente nas ruas dizendo que isso é construção de nação, que somos um império do mal. Mas esse é um exemplo perfeito do que está errado. Alguma coisa tem que ser feita, a não ser que vocês consigam fazer um ataque de helicóptero para arrancar os telhados da prisão.”

Eduardo respondeu: “Teve uma parte do debate em que o Lula disse: olha, você vai perder a eleição. No ano que vem você não vai mais ser senador. Não vai ter imunidade. E nós vamos investigar tudo sobre você. Ele disse isso abertamente, no meio do debate. Ele estava ameaçando meu irmão.”

“Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza”, afirmou.

Antes disso, Eduardo também criticou o sistema eleitoral brasileiro. “O problema é que nós não usamos papel, não há contagem pública dos votos, e você precisa confiar na máquina. Nós usamos máquinas e é isso. Esse é o problema”, destacou.

Em seguida, ele citou uma frase que atribuiu ao ditador soviético Josef Stálin: “Como disse Stálin, não importa em quem você vota, a questão é quem conta os votos, esse é o problema. Então, da mesma forma que eu não posso provar que houve fraude, eles não podem provar que não houve.”

O ex-deputado criticou o Supremo Tribunal Federal (STF): “E o Congresso aprovou por três vezes o que chamamos de projeto do voto impresso.Mas todas as vezes que aprovamos isso, o Supremo Tribunal Federal disse que era inconstitucional.”