ELEIÇÕES


Nunes Marques manda Meta investigar ações de André Janones no canal ‘Exército do Lula’

Ministro do TSE deu 24 horas para a empresa prestar informações sobre suposta articulação de publicações contra Flávio Bolsonaro nas redes sociais

Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, ordenou nesta quinta-feira (22) que a Meta faça um “pente-fino” nas ações divulgadas pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no canal “Exército do Lula”, o WhatsApp, que conta com mais de oito milhões de participantes.

O pedido foi feito pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), que alegou supostas ações coordenadas do canal amplificadas pelas redes sociais da Meta, pelo google e pela rede social X contra sua candidatura à presidência da República.

“Narra coordenação em rede operada a partir do canal ‘EXÉRCITO DO LULA’, administrado por André Luis Gaspar Janones, cujas ordens – hashtags em horário marcado, comentários ditados e textos prontos – seriam cumpridas no Instagram, no Facebook e no Threads”, afirmou o ministro na ordem.

Segundo Nunes Marques, a campanha de Flávio pede, entre outras providências, a “supervisão regulatória direta, a explicitação do método do provedor, dados agregados e informações sobre o anúncio”.

O ministro deu um prazo de 24 horas para que a Meta preste informações.

A decisão de Nunes Marques foi tomada um dia após o TSE confirmar que discutia regras para bloquear canais políticos do WhatsApp com mais de 200 mil participantes nas 48 horas que antecedem a votação de domingo (25).

A possível medida afetaria diretamente o canal de André Janones em apoio à candidatura de Lula.
Após a repercussão negativa, o presidente da Corte descartou mudanças nas regras eleitorais. O tema também não foi abordado na última sessão plenária do TSE antes do segundo turno, realizada na manhã desta quinta.