POLÍTICA


Trabalhadores estarão ‘na mira’ do ‘tesouraço’ de Flávio Bolsonaro, diz vereadora

Aladilce Souza afirmou que plano deve cortar investimentos importantes para para classe trabalhadora e para funcionamento da máquina pública e

Foto: Reprodução/Instagram/Aladilce Souza

 

Ao comentar a fala do presidente do PL na Bahia, João Roma, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) criticou o plano de ajuste fiscal e corte de gastos públicos defendido pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) em sua campanha.

Em entrevista à CBN Salvador nesta terça-feira (20), Roma defendeu que a proposta deve atingir “mordomias”, “benefícios extras” e desperdícios na estrutura administrativa federal para preservar programas sociais e serviços essenciais à população.

A vereadora, no entanto, afirmou que o “tesouraço” deve cortar investimentos importantes para o funcionamento pleno do Estado e para a classe trabalhadora.

“João Roma deixa escapar que um dos cortes será nos gastos com a máquina pública, ou seja no funcionalismo. Não é segredo pra ninguém que a extrema direita tem aversão a trabalhadores e a categoria sabe que estará na mira dos cortes”, afirmou.

Durante a entrevista, Roma também criticou o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e afirmou que o atual governo tem recorrido à redução de benefícios sociais para ajustar as contas públicas, enquanto mantém despesas que considera desnecessárias para o povo brasileiro.

Para Souza, o que acontece na realidade é o contrário: “Nós defendemos concursos públicos e investimento nas carreiras”, declarou.

Dados divulgados pelo do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) apontam que, entre janeiro de 2023 e setembro de 2026, foram autorizadas 15.418 vagas em concursos federais. O número representa mais do que o dobro das 6.496 vagas autorizadas entre 2019 e 2022 durante o governo anterior.

Em outubro, o governo federal implementou um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o piso do benefício de R$600 para R$691 e o valor médio para R$777.

Segundo declarações oficiais de ministros de Estado e relatórios do Ministério do Planejamento e Orçamento, emitidos em setembro, a equipe econômica promoveu o remanejamento interno de recursos e utilizou economias geradas pela redução da fila do INSS para acomodar esse aumento dentro do orçamento de 2026.

Com o aumento permanente de despesas no Bolsa Família, a projeção de déficit das contas públicas para 2026 subiu de R$52 bilhões para R$80,9 bilhões.