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Trump recua e diz que execução de ex-militar não será transmitida ao vivo

Transmissão havia sido anunciada pelo chefe do Pentágono e seria primeira execução pública nos EUA em 90 anos

Foto: Daniel Torok/White House

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) que a execução por fuzilamento de um ex-militar não será transmitida ao vivo – o que marcou um recuo em sua posição sobre o assunto. A transmissão havia sido anunciada pelo chefe do Pentágono, Pete Hegseth, e seria a primeira execução pública nos EUA em 90 anos.

Trump voltou atrás sob a justificativa de que “muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não assistir à morte [do prisioneiro]”. Seu vice-presidente J.D. Vance, inclusive, disse que não veria a execução.

“Acho que transmitir a execução ao vivo para que todos pudessem assistir poderia ser um forte fator de dissuasão, permitindo que o mundo testemunhasse como os Estados Unidos lidam com terroristas e com ESCÓRIA como Hasan. No entanto, muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não vê-lo morrer […], afirmou Trump em publicação em sua rede social Truth Social.

“Ele morrerá, conforme previsto, por fuzilamento, mas esse evento não será transmitido ao vivo. Ainda assim, os familiares mais próximos das vítimas poderão assistir à execução presencialmente, se assim desejarem. Eles merecem testemunhar a JUSTIÇA!”, completou.

O presidente norte-americano autorizou pessoalmente a execução de Nidal Hasan. A aplicação da pena está marcada para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento.

A perspectiva de uma execução pública causou uma polêmica no país e com reações de autoridades de todo o mundo, como a Organização das Nações Unidas (ONU), que fez um apelo para que o governo Trump voltasse atrás.