ECONOMIA


Bahia registra aumento de 18% na produção mineral no 1º semestre

Desempenho mantém trajetória de expansão do setor, que avançou 32% ao longo de 2025

Foto: José Cruz/Agencia Brasil

 

A Produção Mineral Baiana Comercializada (PMBC) cresceu 18% de janeiro a junho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, alcançando R$8 bilhões. O desempenho mantém a trajetória de expansão do setor, que avançou 32% ao longo de 2025. Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE).

Até o dia 30 de junho, levantamento da SDE apontava que o estado havia recebido 1.178 requerimentos de pesquisa de terras raras, dos quais 1.097 autorizados e 21 com direito de lavra e um com concessão.

“A Bahia é o estado brasileiro mais bem conhecido e estudado geologicamente, com 100% de sua superfície coberta por levantamentos aerogeofísicos e mantém a única empresa pública estadual de pesquisa e fomento à mineração do Brasil, que é a Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM). Este ambiente favorece a expansão da atividade e explica a nossa condição de recordista nacional no número de novos requerimentos e alvarás de pesquisa para terras raras no país”, declarou o secretário de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Oliveira.

Terceiro maior produtor nacional, com R$ 13,4 bilhões de faturamento em 2025, a Bahia produz 47 bens minerais diferentes, sendo o único produtor nacional de urânio, salgema e mármore travertino, também conhecido como Bege Bahia. Destaca-se ainda por ser produtor exclusivo, em todo o mundo, de granitos azuis, e de vanádio, nas Américas.

Em 2025, o estado manteve-se em pelo primeiro lugar na produção do país em cromita, barita, berílio, magnesita, níquel, talco, diatomita e quartzo. Ouro (42,63%) e cobre (17,23%) são os principais bens minerais comercializados no estado, seguido por níquel (10%) e rochas ornamentais (5,73%).

Atualmente 489 empresas mineradoras atuam em 210 municípios baianos, gerando 16 mil empregos diretos somente na extrativa mineral. Conforme estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Mineração  (IBRAM), para cada emprego direto o setor cria outros 11 indiretos. Considerando-se a extrativa e a transformação, a mineração responde por 12% do PIB baiano.