ECONOMIA


Bitcoin sobe 0,35% após PCE reduzir pressão sobre expectativa de juros nos EUA

Criptomoeda era negociada a US$ 83,9 mil nesta quarta-feira (30), enquanto o Ethereum caiu 0,65%, a US$ 2.679,81 de acordo com a plataforma Binance

Foto: Pixabay

 

O Bitcoin operou em alta nesta quarta-feira (30), após a divulgação do PCE, índice de preços de gastos com consumo dos Estados Unidos, indicar uma pressão inflacionária menor que a esperada. O resultado reduziu parte das expectativas de aperto na política monetária do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano.

Apesar do avanço, a valorização foi limitada, enquanto o mercado aguarda novos catalisadores relacionados ao setor de criptomoedas. Por volta das 16h (horário de Brasília), o Bitcoin subia 0,35%, cotado a US$ 83.919,94. Já o Ethereum recuava 0,65%, a US$ 2.679,81, segundo dados da plataforma Binance.

De acordo com analistas do Saxo Bank, o fluxo de recursos para criptomoedas vem perdendo força e passou a crescer em ritmo mais lento após o aumento do interesse dos investidores na semana anterior. Naquele período, os ETFs registraram a maior entrada semanal de capital desde outubro de 2025.

A demanda permanece concentrada principalmente no ETF de Bitcoin da BlackRock. Segundo os analistas, oscilações expressivas nos fluxos diários podem ser provocadas pela movimentação de um único grande investidor.

Para Pedro Fontes, analista de research do Mercado Bitcoin, o resultado do PCE ajudou a aliviar a pressão sobre a expectativa de novas altas de juros pelo Fed. Com os juros longos dos Estados Unidos em níveis elevados, sinais de desaceleração da inflação tendem a melhorar o ambiente para ativos considerados de maior risco.

“A reação também reforça a importância da defesa recente dos US$ 82 mil. Agora, o primeiro alvo volta a ser a região dos US$ 87 mil, máxima recente. Caso o movimento ganhe força e esse patamar seja rompido, a principal resistência técnica aparece na média móvel de 100 semanas, próxima de US$ 89,7 mil”, afirmou.

Com informações Dow Jones Newswires e do Estadão Conteúdo