SALVADOR


Bamor é alvo de novo inquérito do MP-BA por desordem urbana e perturbação do sossego

Investigação apura possíveis impactos causados por eventos e pela concentração de torcedores na sede

Foto: Pedro Moraes/Assessoria/Polícia Civil da Bahia

 

A Bamor é alvo de um novo Inquérito Civil instaurado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) para apurar possíveis danos relacionados à desordem urbana, à perturbação do sossego público e a riscos à segurança na sede da torcida organizada, em Salvador.

A investigação é conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça do Consumidor de Salvador. Segundo a portaria, o procedimento preparatório foi convertido em Inquérito Civil pelo promotor de Justiça Saulo Murilo de Oliveira Mattos. O MP-BA determinou que a diretoria da Bamor preste esclarecimentos e apresente defesa formal no prazo de dez dias úteis.

O inquérito busca analisar possíveis impactos provocados pela realização de eventos e pela reunião de frequentadores no local. Também foi determinada a inclusão nos autos de relatórios técnicos da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar (2ª CIPM) e da Vigilância Sanitária, além de manifestações de outros órgãos públicos fiscalizadores.

A abertura da investigação ocorre poucos dias após uma operação do MP-BA que apura denúncias de tortura física e psicológica contra integrantes da própria torcida organizada. Deflagrada na segunda-feira (28), a ação resultou na prisão de dez pessoas e no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão em Salvador.

Segundo as investigações, pelo menos duas pessoas teriam sido submetidas a sessões de tortura dentro da sede da Bamor, em julho deste ano. As vítimas teriam sofrido agressões físicas, ameaças, sufocamento e afogamento, além de serem submetidas a sessões que teriam durado horas. A apuração também envolve suspeitas de roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa.

Entre os presos estão o presidente da Bamor, Matheus Castro, o vice-presidente da organizada, Luciano Venâncio, outros dirigentes e um policial militar. Segundo o MP-BA, as vítimas teriam sido submetidas a agressões físicas e psicológicas dentro da sede da torcida.