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Alexandre Pires é alvo da PF em operação contra esquema de lavagem de dinheiro

Cantor e empresa são investigados por suposta participação em grupo que comercializava cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami

Foto: Youtube/Alexandre Pires

 

O cantor Alexandre Pires foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (23) suspeito de atuar com uma organização criminosa envolvida em lavagem de capitais, falsidade ideológica e outros delitos de caráter transnacional.

De acordo com a corporação, o grupo comercializava cassiterita extraída ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

A cassiterita é considerada o principal minério utilizado na produção de estanho, metal empregado na fabricação de diversos produtos, como latas de alimentos, peças automotivas, vidros e equipamentos eletrônicos, incluindo celulares e computadores.

A PF cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores, expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Boa Vista.

As medidas têm como meta obter provas, interromper as atividades ilícitas e recuperar ativos supostamente vinculados aos fatos investigados.

As investigações da PF apontaram que foram movimentados mais de US$ 48 milhões por meio de empresas nacionais e estrangeiras, operações financeiras internacionais, utilização de contas de terceiros e mecanismos informais de compensação financeira, além de emprego de pessoas físicas e jurídicas para pulverização de recursos e dificultação do rastreamento.

De acordo com o G1, a ação também teve como alvos os empresários Diego Possebon e Matheus Possebon, que trabalhavam com Alexandre Pires.

O portal informou ainda que os mandados de busca e apreensão contra Alexandre Pires foram cumpridos em uma casa e na produtora musical qe pertence a ele na cidade de Uberlândia em Minas Gerais. Foram recolhidas mídias, documentos e bens.

O cantor era empresariado por Matheus Possebon, irmão de Diego Possebon, apontado como o operador central e líder da organização criminosa. Alexandre Pires e a empresa dele foram incluídos no Núcleo Financeiro do grupo investigado.

Segundo as investigações da PF, Alexandre Pires e a empresa são suspeitos de terem sido usados para fracionar, ocultar e dissimular valores obtidos com a fraude envolvendo a venda da cassiterita.

As apurações apontaram ainda que a empresa do cantor recebeu R$ 4.434.050,00 de contas ligadas ao esquema. O fluxo financeiro cruzado mapeado pela investigação chega a R$ 31.035.050,00.