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Vendas de café no varejo sobem 2,3% com queda no preço de todas as categorias

Recuo no valor do produto tradicional chegou a 21,22% em doze meses, aponta levantamento da Abic

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

As vendas de café no varejo brasileiro cresceram 2,3% entre janeiro e agosto de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic). O avanço acompanhou a redução nos preços ao consumidor, liderada pelo tipo tradicional/extraforte, que ficou 21,22% mais barato no período de um ano.

O setor comercializou cerca de 13,5 milhões de sacas nos primeiros oito meses do ano. Deste volume, aproximadamente sete milhões de sacas foram vendidas entre maio e agosto, período de inverno tradicionalmente favorável ao consumo.

A redução nos valores atingiu todas as categorias monitoradas pela entidade, que reúne dados de associados e não associados, com associados responsáveis por 86% do mercado. No segmento tradicional/extraforte, a média por quilo passou de R$ 62,83 em agosto de 2025 para R$ 49,50 em agosto deste ano.

O café solúvel teve o segundo maior recuo, de 19,31%, com o preço médio por quilo reduzido de R$ 252,36 para R$ 203,64. O levantamento também indicou quedas nas categorias superior (14,37%), gourmet (13,18%), especial (10,34%), descafeinado (4,86%), drip coffee (3,38%) e em cápsulas (1,39%).

Na comparação com entre julho e agosto de 2026, as oscilações de preços foram menores na maior parte das categorias. A Abic avalia que o comportamento sinaliza acomodação do mercado após movimentações intensas em 2025, além da melhora na oferta das matérias-primas arábica e canéfora, que passou ao nível de normalidade a partir do fim de maio.

Apesar do saldo positivo no ano, o volume comercializado oscilou no segundo quadrimestre, com alta de 5,80% de junho para julho e retração de 3,77% de julho para agosto. A associação atribuiu o movimento à sazonalidade do clima, no qual temperaturas mais baias estimulam a procura e períodos quentes desestimulam o consumo.