ECONOMIA


Banco de Edir Macedo investiu R$ 271 milhões em papéis podres semelhantes aos usados pelo Master

Aplicação envolveu títulos antigos do Besc, sem valor de mercado, em operação semelhante à investigada no banco de Daniel Vorcaro

Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

O Digimais, banco controlado pelo líder religioso Edir Macedo, investiu R$ 271,4 milhões em papéis considerados “podres”, semelhantes aos usados pelo Banco Master para inflar artificialmente seus ativos. Eram antigos certificados de ações do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), que hoje têm apenas valor histórico. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A aplicação foi feita por meio do Fundo Betel, administrado pela Reag, gestora liquidada pelo Banco Central. O Digimais era o único cotista do fundo até janeiro, segundo dados da CVM. Um dos fundos que venderam os papéis ao Betel, o SDG II, também esteve envolvido em operações do Master que somaram R$ 5,4 bilhões.

O valor aplicado equivalia a 82% do patrimônio líquido do Digimais. O banco afirma que deixou o fundo em outubro de 2025, mas a informação diverge de dados enviados pela CVM ao Senado. A Polícia Federal investiga a instituição por suspeitas de manipulação de balanços e outras irregularidades.