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‘Se não tem carne, a gente come ovo’, diz Lula sobre carestia de alimentos

Presidente reconheceu a alta do custo de vida e afirmou que alta é cinco vezes menor que a registrada no governo Bolsonaro

Foto: Feijão Almeida/GOVBA

 

O presidente Lula (PT) afirmou que os brasileiros podem substituir a carne por ovos diante do aumento do custo de vida. Segundo ele, quando não há nenhum dos dois produtos, a opção é comer arroz e feijão.

“Nós gostamos de ovo para caramba. Se não tem carne, a gente come ovo, se não tem ovo, a gente come carne. Mas, quando não tem os dois, a gente come como eu comia quando eu levava marmita: arroz e feijão puro porque não tinha mistura. Mas essa questão do custo de vida é uma coisa que eu estou levando muito à sério”, disse o presidente.

A declaração foi fada durante discurso durante um na noite de sexta-feira (11), em Porto Alegre (RS).

Lula reconheceu a alta do custo de vida e dos preços de produtos básicos nos supermercados. Ele afirmou, porém, que a inflação de alimentos nos quatro anos de governo é cinco vezes menor do que a registrada durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Eu sei que o custo de vida está caro. Eu sei que vocês vão ao supermercado e as coisas estão caras. A carne está cara, o café está caro. No ano passado, o ovo estava nas nuvens”, disse.

Durante sua fala, Lula também declarou que não há, na história do Brasil, presidente que tenha feito ao menos metade das ações de inclusão social realizadas durante os governos dele e de Dilma Rousseff (2011-2016).

O presidente participou de um comício no centro histórico da capital gaúcha, ao lado da candidata apoiada por ele ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT), e dos candidatos governistas ao Senado Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (PSOL).