BRASIL


Programa CNH do Brasil atinge 2 milhões de habilitados e gera impacto de R$ 9,6 bilhões

Iniciativa reduz custo do curso teórico, diminui tempo de formação e registra queda de 77% em infrações de novos motoristas

Foto: Divulgação

O Ministério dos Transportes e a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) apresentaram nesta sexta-feira (11) o balanço do programa CNH do Brasil com dados consolidados até agosto de 2026. A iniciativa atingiu a marca de mais de 2 milhões de Carteiras Nacionais de Habilitação emitidas em seus primeiros nove meses de funcionamento, com a inclusão de 292.639 condutores ao trânsito e impacto econômico estimado em R$ 9,64 bilhões.

O ministro dos Transportes, George Santoro, e o secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, detalharam os indicadores. O programa acumulou mais de 7,31 milhões de requerimentos para a primeira habilitação na plataforma do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) para a Senatran, o que representa uma alta de 216% ante o mesmo período do ano anterior.

O estado do Amapá liderou a concentração de novos pedidos, enquanto Santa Catarina obteve a menor variação. O processo registrou alta de 18% na participação de mulheres (1,24 milhão de requerimentos) e crescimento de 53,4% entre pessoas com 55 anos ou mais.

As alterações estruturais do ensino reduziram o tempo médio de conclusão do processo em todas as regiões do país, com destaque para a Região Sul (-42,4%). O curso teórico gratuito e digital contabilizou a conclusão de 4,38 milhões de módulos.

A formação prática teve a carga horária mínima reduzida de 20 para duas horas e passou a autorizar instrutores autônomos credenciados pelos Detrans. Essa modalidade respondeu por 13,2% das aulas práticas no país em 2026, com maior adesão no Norte (30,7%) e Nordeste (27,4%).

O cálculo do impacto econômico de R$ 9,64 bilhões abrange a economia direta dos cidadãos e valores movimentados pelo setor. A formação prática somou R$ 4,57 bilhões, seguida pelos cursos teóricos gratuitos (R$ 2,94 bilhões), renovações automáticas para bons condutores (R$ 1,44 bilhão), exames médicos e psicológicos (R$ 414,6 milhões) e deslocamentos evitados (R$ 278,7 milhões).

A proporção de novos motoristas envolvidos em infrações caiu de 2,36% para 0,54%, com redução de 77,1% na incidência de ocorrências. O aplicativo do programa incorporou a consulta de débitos do pedágio eletrônico Free Flow em 14 concessionárias, a emissão de mais de 2,62 milhões de credenciais digitais de estacionamento e a preparação para a transferência eletrônica de veículos, com lançamento previsto pelo Contran para novembro.