POLÍTICA


BRB transferiu R$12,2 bilhões ao Master, diz PF

Quantia corresponde a 30% de todos os bens do BRB, possível indício de que banco público buscou amparar Master durante crise de liquidez

Fotomontagem: Divulgação

 

A Polícia Federal (PF) apontou que o Banco Regional de Brasília (BRB) transferiu R$12,2 bilhões ao Banco Master entre janeiro e maio de 2025, por meio da compra de carteiras de créditos supostamente fraudulentos atribuídos à empresa Tirreno.

Segundo a investigação, a operação teria sido estruturada para “viabilizar e promover a liquidez” do Master, que enfrentava uma crise financeira.

De acordo com a PF, o Master teria simulado a aquisição de carteiras de créditos supostamente originadas pela Tirreno, empresa que, segundo a corporação, não possuía histórico financeiro compatível com os valores negociados. Posteriormente, o Master revendia os ativos ao BRB. Uma operação foi de R$6,7 bilhões e outra, classificada como “prêmio”, de R$5,5 bilhões.

Segundo a investigação, os R$12,2 bilhões correspondiam a 30% de todos os bens do BRB, o que seria um indício de que o banco público buscou amparar o Master durante a crise de liquidez.

A corporação também apontou que o BRB teria recebido alerta do Banco Central antes da operação. Segundo a PF, mesmo assim, os recursos foram transferidos e somente depois o banco concluiu pelo desfazimento do negócio.

Eduardo Bolsonaro também enfrenta uma apuração administrativa na Polícia Federal. Um processo disciplinar concluído pela corporação recomendou a demissão do ex-deputado do cargo efetivo de escrivão por abandono de função.

A apuração tratou das ausências consideradas injustificadas de Eduardo das atividades na PF. A decisão final sobre a eventual demissão cabe ao Ministério da Justiça.