ECONOMIA


Economia perde força no segundo semestre e aumenta desafio para Lula

Analistas projetam crescimento próximo de zero até o fim do ano, com juros altos e endividamento pressionando o consumo

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

A economia brasileira deve desacelerar ainda mais no segundo semestre, com projeções de estagnação da atividade entre julho e dezembro. Após crescer 1,1% no primeiro trimestre e 0,5% no segundo, o PIB perdeu impulso diante dos juros elevados, do alto endividamento das famílias e da queda do consumo.

Instituições como XP e 4intelligence reduziram suas estimativas para 2026 e apontam sinais de enfraquecimento na indústria, no crédito e no mercado de trabalho. A inadimplência segue em alta, enquanto a concessão de empréstimos perde força, limitando a recuperação da demanda doméstica.

O cenário ocorre em meio à disputa presidencial e pode ajudar a explicar o desgaste do governo Lula. Embora a desaceleração abra espaço para novos cortes da Selic, economistas avaliam que a redução dos juros será gradual, mantendo pressão sobre famílias endividadas e sobre o ritmo da economia nos próximos meses. Com informações do Valor Econômico.