ECONOMIA


Balança comercial registra superávit de US$7,3 bilhões em agosto

Saldo positivo aumentou 23,8% em relação ao mesmo período de 2025; Brasil acumula superávit de US$55,3 bilhões no ano

Foto: Daniel Dan/Pexels

 

A balança comercial, indicador que mede a diferença entre o valor total das exportações e das importações, do mês de agosto registrou um superávit de US$7,3 bilhões. O valor é resultado do saldo entre US$25,7 bilhões em importações e US$33,15 bilhões em exportações. No ano, o Brasil acumula superávit de US$55,3 bilhões.

Esse resultado representa um aumento de 23,8% em relação ao mesmo período de 2025, quando foi registrado um superávit de US$6 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta sexta-feira (4).

A balança comercial é o indicador econômico que mede a diferença entre o valor total das exportações (tudo o que o país vende para o exterior) e das importações (tudo o que o país compra de outros países) em um determinado período.

No mês de julho, os três setores da balança, agropecuária, indústria de transformação e indústria extrativa, apresentaram crescimento, respectivamente, de US$ 760 milhões (11,4%), US$ 1,58 bilhões (10,2%), e US$ 1,18 bilhões (16,4%).

A combinação destes resultados levou a um aumento das exportações. Este movimento foi puxado, na agropecuária, pelo crescimento de produtos como a soja, com alta de 14%; e café não torrado, com crescimento de 24,1%. No setor da indústria de transformação, os destaques foram para óleos combustíveis de petróleo, que tiveram aumento de 61,6%; e para carnes de aves e miudezas, que registrou crescimento de 40,5%.

No acumulado do ano, todos os setores tiveram crescimento no valor exportado, até agosto, comparando com igual período do ano anterior. A agropecuária teve crescimento de 9,5%, a indústria extrativa registrou alta de 19,6%, e a indústria de transformação apresentou alta de 6,6%.

No caso das importações, ou seja, a indústria extrativa foi o único setor com queda de 41,3%, enquanto a agropecuária teve crescimento de 7,4% e a indústria de transformação, 13,4%. No caso da indústria de transformação, os destaques foram óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, com alta de 88,5%. E máquinas de processamento automático de dados, com crescimento de 163,4%.

No acumulado de 2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores foi de queda de -12,3% nas importações da agropecuária, de -5,5% na indústria extrativa, e crescimento de 7,1% no setor da indústria de transformação.