JUSTIÇA


TJ-BA revoga segunda prisão preventiva de Binho Galinha mas deputado segue preso

Apesar da decisão unânime, o parlamentar permanece detido por causa de uma primeira ordem de prisão

Foto: Reprodução/Instagram/binho.galinha

 

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) revogou, de forma unânime, a segunda prisão preventiva do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante). A decisão, no entanto, não muda a situação do parlamentar, que continua preso em razão de uma primeira ordem de prisão preventiva.

A segunda prisão havia sido decretada em julho, após a condenação de Binho Galinha a 36 anos e nove meses de prisão por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A sentença foi proferida pela Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e o Adolescente de Feira de Santana, no âmbito dos desdobramentos da Operação El Patrón.

A revogação foi obtida pela defesa do deputado, representada pelo advogado criminalista Gamil Föppel, por meio de um habeas corpus. Segundo os advogados, Binho Galinha respondeu ao processo em liberdade e não teria interferido na instrução criminal, argumento utilizado para questionar a necessidade da segunda prisão preventiva.

Mesmo com a decisão do TJ-BA, o deputado permanece detido em razão das investigações que apuram sua possível participação e liderança em uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana. Binho Galinha foi preso em 2025 e se entregou às autoridades em outubro daquele ano.

A defesa informou que a legalidade da primeira prisão preventiva ainda é analisada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os advogados afirmam confiar em uma decisão favorável que possa resultar na liberdade do parlamentar.