ECONOMIA


UBS BB mantém posição otimista para o Brasil e prevê queda na Selic

Instituição projeta redução de 1,25 ponto percentual na taxa básica de juros e destaca proteção da economia doméstica contra instabilidades externas

Foto:Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O banco e corretora UBS BB manteve a recomendação de compra para o Brasil na classificação overweight, que orienta maior exposição ao mercado nacional, em relatório divulgado na quinta-feira (27). A decisão baseia-se na projeção de queda da taxa Selic, nos impactos favoráveis da alta e do petróleo e na expressiva participação da economia doméstica.

A instituição projeta um corte de 1,25 ponto percentual na Selic, atualmente fixada em 14%. O Banco Central realiza reduções graduais de 0,25 ponto por reunião desde março deste ano, trajetória alinhada ao Boletim Focus, que prevê a taxa em 13,75% até o encerramento do ano.

A redução de 1,25 ponto percentual pode ampliar os resultados corporativos e elevar os valuations (valor de mercado das empresas). Atualmente, os juros elevados representam um obstáculo para o setor produtivo, encarecem a dívida e desestimulam o consumo.

Entre 80% e 90% das receitas das empresas brasileiras derivam do mercado interno. Essa característica reduz a vulnerabilidade do país às oscilações internacionais em comparação a economias voltadas à exportação.

O relatório destaca que o Brasil obtém os maiores ganhos em cenários de elevação das cotações do petróleo. Após o início do conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, a Petrobras registrou alta de 18,9% em seu valor de mercado quando o barril ultrapassou US$ 100 em março deste ano.

A América Latina permanece como polo de oportunidades entre os mercados emergentes devido a valuations atrativos e forte presença do mercado consumidor interno. Com este parecer, o Brasil figura na lista de emergentes recomendados pela instituição, ao lado de China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Malásia e Vietnã.