JUSTIÇA


Justiça paulista nega soltura de Deolane Bezerra em investigação sobre o PCC

Decisão mantém a influenciadora presa por risco à ordem pública em esquema que movimentou R$ 327 milhões

Foto: Reprodução/redes sociais

A 3ª Vara de Presidente Prudente da Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva da advogada Deolane Bezerra nesta quinta-feira (27). A influenciadora responde por suspeita de integrar esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O tribunal concluiu que a medida assegura ordem pública, a ordem econômica e a aplicação da lei penal. A decisão citou o risco de continuidade dos crimes e indícios de atuação estruturada da organização criminosa.

A defesa de Deolane Bezerra informou que recebeu o parecer com surpresa. OS advogados classificaram a prisão preventiva como “manifestamente desnecessária, ilegal e desproporcional”.

A Justiça busca a captura de Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Ribeiro Herbas Camacho. Os dois procurados são sobrinhos de Marco Herbas Camacho, o Marcola.

A Operação Vérnix resultou na prisão de Deolane e de dois operadores do grupo no dia 21 de maio. A ação da Polícia Civil e do Ministério Público atingiu Marcola e o irmão dele, Alejandro Camacho, que já cumpriam pena em Brasília.

A força-tarefa executou 17 mandados de busca para desarticular a rede financeira de R$ 327 milhões. Os investigadores apontam incompatividades patrimoniais, uso de empresas de fachada e compras de bens de alto padrão.

A apuração atribui à influenciadora papel de destaque na movimentação dos recursos ilícitos. A projeção pública e a atividade empresarial da advogada funcionam como camadas de aparente legalidade para o dinheiro.