BRASIL


Lula diz que Brasil não pode andar de ‘cabeça baixa’ e defende enriquecer urânio

Petista afirmou que país deve poder competir e dizer não a grandes potências em assuntos internacionais

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez nesta quarta-feira (19) mais um discurso em defesa da soberania brasileira, durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó (SP). Para o petista, ter soberania é competir e poder dizer não a grandes potências em assuntos internacionais.

O presidente também afirmou que o Brasil não pode andar de “cabeça baixa” na relação com outros países e defendeu investimentos em submarinos de propulsão nuclear e no enriquecimento de urânio para fins pacíficos, como na produção de energia. “Soberania não é só discurso. É estar preparado para eles saberem que podemos dizer não, que podemos competir, o que não pode é ser cabeça baixa vida inteira” afirmou.

Ao conhecer o Laboratório de Enriquecimento Isotópico da Marinha, Lula afirmou que, apesar de o orçamento ter prioridades como saúde e educação, é preciso discutir uma previsão financeira para finalizar a construção do submarino nuclear que está sem desenvolvimento no local.

“Uma coisa dessa não pode ficar à mercê da volatilidade do nosso orçamento. Se a gente quer submarino de verdade, se é importante pra soberania nacional, para o Brasil ser respeitado no mundo, a gente tem que dar continuidade, estamos falando do futuro, do emprego qualificado, enriquecimento de urânio, saúde, energia”, declarou.

Lula também defendeu a possibilidade de o Brasil exportar urânio enriquecido para outros países interessados em utilizar a energia nuclear para fins pacíficos. A Constituição brasileira determina que todas as atividades nucleares devem ter fins pacíficos e estabelece que a União deve ter o monopólio sobre atividades como por exemplo, o enriquecimento e o reprocessamento de materiais nucleares.

A comercialização com outros países segue regras próprias e está sujeita a autorizações e controles dos órgãos responsáveis pelo setor nuclear.