ELEIÇÕES


Caiado classifica reciprocidade a tarifas dos EUA como ‘estupidez’

Candidato do PSD defende diálogo com gestão de Donald Trump e aponta falhas na condução da política econômica por Lula

Foto: PSD

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, classificou como “estupidez” a política de reciprocidade adotada pelo Brasil em resposta ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O posicionamento ocorreu nesta segunda-feira (17), durante participação em evento promovido por um banco privado na cidade de São Paulo.

Na ocasião, o candidato defendeu que o governo brasileiro priorize negociações diretas com a administração do presidente norte-americano Donald Trump. “Essa reciprocidade é estupidez. Por que reciprocidade nesse momento? O maior investidor no Brasil são os Estados Unidos. Vamos para o diálogo, para o debate, vamos sentar à mesa”, afirmou.

Caiado criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas tratativas internacionais e disse que a Presidência não pode transformar a relação com outro país em disputa política. Segundo o candidato, o cargo exige representatividade de toda a nação.

Ao abordar a conduta do chefe do Executivo, o político reforçou a necessidade de postura institucional. “A liturgia do presidente da República não pode ser de bate-boca de esquina. O presidente fala por 215 milhões de brasileiros. Isso virou briga de boteco. A presidência não pode ser porta-voz de partido político do presidente”, declarou.

O candidato do PSD também acusou Lula de manter o confronto com s Estados Unidos com o objetivo de desviar a atenção dos problemas econômicos da população. “Por que que ele quer a briga? Porque ele quer desviar a atenção do eleitor e está querendo iludir a população”, disse.

Para Caiado, o governo federal deve concentrar esforços em pautas centrais como endividamento, juros, violência e falta de investimentos. Ele ressaltou que a gestão atual necessita de foco nas demandas internas.

O representante do PSD criticou ainda a política fiscal do governo Lula e indicou o endividamento das famílias como um dos gargalos da economia do país. De acordo com ele, medidas como o programa Desenrola não atacam a causa do problema.