ECONOMIA


Governo Trump aceita pedido do Brasil na OMC contra novo tarifaço

País decidiu recorrer à organização contra sobretaxas de até 37,5% aplicadas com base em investigações comerciais

Foto: White House/Andrea Hanks

 

O governo Donald Trump aceitou o pedido de consultas feito pelo Brasil na OMC (Organização Mundial do Comércio) contra um tarifaço de até 37,5% imposto com base em investigações comerciais do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA). Ainda não há data de quando elas poderão ocorrer. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Apesar de abrir a janela para conversas, há baixas expectativas de que elas deem resultados concretos, seja pela paralisia da OMC ou pela crise na relação bilateral.

O fato de as autoridades americanas terem respondido de forma afirmativa, no entanto, é visto como algo positivo —uma vez que elas poderiam ter simplesmente ignorado a consulta brasileira.

A gestão Lula (PT) protocolou a ação na OMC no dia 27 de julho. O principal argumento é que o tarifaço desrespeita normas da entidade e anula princípios que devem ser aplicados a todos os países, segundo as regras internacionais do comércio.

De acordo com a Folha, o Brasil contesta tanto uma sobretaxa de 25%, aplicada com base em uma investigação por práticas consideradas desleais no comércio com os EUA, como uma tarifa de 12,5%, aplicada com base em apuração sobre supostas falhas no combate à importação de produtos feitos com trabalho forçado. A administração petista contesta as conclusões americanas.

O pedido de consultas é a primeira etapa do processo na OMC. No Palácio do Planalto, recorrer à organização é visto como um gesto simbólico importante para marcar posição do Brasil em defesa do sistema multilateral de solução de disputas comerciais.