ELEIÇÕES


‘Saiu da alma dele’, diz Wagner sobre declaração de Caiado em ‘alforriar’ a Bahia

“Quem oxigenou a política baiana, quem recuperou a democracia na política baiana, foi o nosso grupo", afirma o senador

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

O senador e pré-candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) afirmou que é “um absurdo” a declaração do pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) de que o povo baiano se sentiria “alforriado” caso ele e ACM Neto (União Brasil) sejam eleitos. Em entrevista à Rádio Piatã FM, nesta quinta-feira (30), Wagner rebateu Caiado, dizendo que, ao contrário do que ele pensa, a Bahia é “a terra da liberdade”. “Quem oxigenou a política baiana, quem recuperou a democracia na política baiana, foi o nosso grupo. Todo mundo sabe como é que funcionava antes. Era aquela história de ter que dizer amém a quem liderava”, disse.

Wagner também resgatou a origem de Caiado na União Democrática Ruralista (UDR) para criticar a fala. Ele definiu o movimento como “um pessoal de extrema-direita e truculento” e comentou um episódio em que o ex-governador de Goiás teria dito a um repórter, de “dedo em riste”, que “quem manda na polícia sou eu”. “Por conta de tudo isso, eu acho que a expressão ‘alforria’ saiu da alma dele. Deve ser isso que ele pensa ao falar do PT”, afirmou o senador.

Para o senador, além de proporcionar mais liberdade à população, a democratização estimulada pelos governos do PT também atraiu investimentos. “Nenhum empresário quer vir investir numa terra que tem um dono. Hoje, posso dizer que a Bahia é o segundo estado em investimentos.” Segundo Wagner, o feito é expressivo porque “a economia de São Paulo é muito maior” do que a baiana, o que torna a segunda colocação um resultado importante.