POLÍTICA


Lula ironiza pergunta sobre Milei após discurso em convenção do PL: ‘Quem é esse cara?’

Presidente respondeu às declarações do argentino contra o governo brasileiro e o STF

Foto: Reprodução/X

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu com ironia ao ser questionado sobre as declarações do presidente da Argentina, Javier Milei, durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

Após reunião com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, na segunda-feira (27), Lula foi perguntado por jornalistas sobre as falas de Milei e respondeu em tom de deboche: “Quem é esse cara?”

Durante o evento do PL, o presidente argentino afirmou que a situação econômica enfrentada pela Argentina quando assumiu o governo seria consequência do socialismo e fez críticas ao atual cenário político brasileiro.

“O que quero dizer é que o Brasil ainda não viveu as consequências mais nefastas e profundas deste modelo, mas pode vivê-las se não der uma volta de rumo. Confiamos em você, Flávio, para conseguir parar o socialismo”, declarou Milei.

O argentino também atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca” após a negativa de um pedido para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As declarações provocaram reação do Ministério das Relações Exteriores. Em nota, o Itamaraty classificou como “sem precedentes” a postura de um chefe de Estado estrangeiro utilizar uma visita oficial ao Brasil para atacar o presidente da República, as instituições democráticas e o Poder Judiciário.

“Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro. É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial”, afirmou o Itamaraty.