ENTRETENIMENTO


Adeus a uma voz histórica: Luís Represas morre aos 69 anos em Portugal 

Cantor, compositor e ex-vocalista da Trovante deixa um legado marcante na música portuguesa após cinco décadas de carreira 

Foto: reprodução/ redes sociais

O cantor e compositor português Luís Represas morreu nesta quarta-feira (22), aos 69 anos. Reconhecido como uma das figuras mais influentes da música portuguesa, o artista ganhou notoriedade como vocalista da banda Trovante e construiu uma sólida carreira solo que atravessou gerações. 

A notícia foi divulgada nas redes sociais oficiais do músico. Em uma breve e emocionante mensagem, a publicação trazia apenas a frase: “Muito obrigado, até breve!”. 

Em 2026, Represas comemorava 50 anos de trajetória artística e preparava uma agenda especial de celebrações, que incluía apresentações ao lado dos integrantes da Trovante e espetáculos em carreira solo. 

Nascido em Lisboa, Luís Represas fundou a Trovante na década de 1970. O grupo tornou-se um fenômeno em Portugal ao combinar influências da música tradicional portuguesa com elementos do folk e da música popular contemporânea. Durante os anos 1980, a banda alcançou enorme popularidade e ajudou a renovar o cenário musical do país. 

Após o encerramento das atividades da Trovante, no início dos anos 1990, o cantor deu início a uma bem-sucedida carreira individual. Ao longo dos anos, lançou canções que se tornaram referências em seu repertório, como Perdidamente, 125 Azul, Feiticeira, Neve Sobre a Marginal e Da Próxima Vez. 

A projeção internacional de Luís Represas também foi marcada por colaborações com artistas de destaque, entre eles Gilberto Gil, Ivan Lins, Martinho da Vila, Simone, Carlinhos Brown, Pablo Milanés e Phil Collins, reforçando sua importância além das fronteiras portuguesas. 

Fafá de Belém presta homenagem 

Entre as diversas manifestações de pesar, a cantora brasileira Fafá de Belém utilizou as redes sociais para homenagear o amigo e parceiro artístico. 

“Hoje me despeço de um grande compositor, um grande cantor, uma das grandes personalidades portuguesas… e, para mim, um amigo querido”, escreveu. 

Em sua mensagem, Fafá destacou a sensibilidade e o legado do músico. “A sua voz levou poesia onde havia silêncio e fez da música um lugar de encontro, de afeto e de verdade. Luís tinha essa capacidade rara de transformar sentimento em canção”, afirmou. 

A artista também relembrou palavras do próprio Represas: “Mais outro virá e outro ainda. Sempre sem teto nem telhado. Todos assentes em letra e música. Porque assim não caem. Todos com vista para o céu de agora, para o vinho de ontem, para o mar de amanhã”.