ECONOMIA


Lula anuncia R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas por tarifaço dos EUA

Nova etapa do programa 'Brasil Soberano' vai atender exportadoras impactadas pelas tarifas norte-americanas

Foto: Ricardo Stuckert / PR

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira (22) uma nova linha de crédito de R$ 18,5 bilhões para apoiar empresas prejudicadas pelas tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e pelos impactos econômicos da guerra no Oriente Médio. A iniciativa integra a terceira etapa do programa “Brasil Soberano”.

Do montante anunciado, R$ 13,5 bilhões virão de recursos remanescentes da primeira fase do programa e da renegociação de dívidas rurais. Os outros R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A medida é voltada principalmente para empresas exportadoras afetadas pelas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos, incluindo os setores de aço, alumínio, automóveis, madeira e máquinas. Também poderão acessar a linha de crédito empresas dos segmentos de fertilizantes, indústria farmacêutica, têxtil e minerais críticos, além daquelas que registraram queda nas vendas para países do Golfo Pérsico.

Para obter o financiamento, as empresas deverão cumprir requisitos definidos pelo governo, entre eles a manutenção de parte dos postos de trabalho. A expectativa é reduzir os impactos das medidas sobre a produção e as exportações brasileiras.

Durante o anúncio, Lula também sancionou uma lei que amplia o programa “Brasil Soberano” com a liberação de mais R$ 15 bilhões para linhas de crédito. Segundo o governo, os recursos fazem parte da segunda etapa da iniciativa, criada para minimizar os efeitos do primeiro aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos.

O Palácio do Planalto informou ainda que estuda novas medidas para apoiar os setores mais afetados pelo chamado “tarifaço” americano. O anúncio ocorreu após uma série de reuniões entre representantes do governo federal e empresários das áreas atingidas pelas restrições comerciais.