ECONOMIA


Ibovespa recua com novo tarifaço dos EUA no radar; dólar vai a R$5,10

Brasil é primeiro país a receber tarifa após investigação comercial do USTR; Dezenas de países ainda podem ser taxados

Foto: Reprodução/Freepik

 

Os principais indicadores do mercado brasileiro operam no campo negativo nesta quinta-feira (16), com agentes analisando potenciais impactos de novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos para determinados produtos brasileiros.

O governo norte-americano confirmou a taxação de 25% para uma série de produtos, ainda com uma lista de isenção que abrange bens de peso na balança comercial, como café e carnes.

Por volta das 14h30, o Ibovespa perdia 1,1%, na faixa de 174,1 mil pontos, em linha também com o clima negativo em Wall Street. Na mesma hora, o dólar apontava para cima, com avanço de 0,6%, retomando ao patamar de R$5,10.

A tarifa de 25% sobre milhares de produtos brasileiros, anunciada na noite de quarta-feira pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), começará a valer em 22 de julho. Entre os produtos atingidos estão açúcar, maquinário agrícola, vestuário, maquinário elétrico, papel e aço.

O Brasil é o primeiro país a receber tarifa após investigação comercial do USTR. Cerca de 80 investigações comerciais foram abertas pelo escritório e dezenas de países ainda podem ser punidos.

No exterior, após exibir sinais mistos, o dólar operava em alta neste início de tarde ante divisas como rand sul-africano, o sol peruano e o peso mexicano, entre outras.

A guerra no Oriente Médio segue no centro das atenções, após o Irã afirmar que o Estreito de Ormuz é uma “linha vermelha” inviolável, alertando que, caso os EUA ataquem a infraestrutura iraniana, o país irá retaliar.