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Trump informa Congresso dos EUA sobre retomada de ações militares contra o Irã

Presidente americano afirmou que autorizou novas operações para proteger a segurança nacional

Foto: White House/Andrea Hanks

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou formalmente ao Congresso americano que as hostilidades contra o Irã foram retomadas no dia 7 de julho. A comunicação enviada ao Legislativo é considerada pelo governo como o início de um novo prazo de 60 dias para o uso de forças militares na região sem a necessidade de aprovação do Congresso.

Na carta, datada de 10 de julho e divulgada nesta segunda-feira (13), Trump afirmou que a decisão foi tomada com base em sua responsabilidade de proteger os Estados Unidos.

“Ordenei essa ação militar em consonância com minha responsabilidade de proteger os norte-americanos e a segurança nacional dos Estados Unidos, bem como os interesses de política externa do país”, declarou o presidente.

O documento cita ações adotadas pelo governo americano, incluindo a ordem de um cessar-fogo de duas semanas anunciada em 7 de abril, posteriormente prorrogada, além de tentativas de negociação diplomática para encerrar o conflito.

Os Estados Unidos iniciaram os ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, em uma operação conjunta com Israel. Segundo Trump, um memorando de entendimento firmado com o governo iraniano em 17 de junho teria sido violado após ataques contra navios comerciais que circulavam pelo Estreito de Ormuz, levando à determinação de novas ações militares contra o país.

Nesta segunda-feira (13), Trump também afirmou que os Estados Unidos retomariam o bloqueio à navegação iraniana no Golfo Pérsico e garantiriam a manutenção da abertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.

A Constituição dos Estados Unidos determina que apenas o Congresso tem autoridade para declarar guerra. No entanto, presidentes americanos historicamente defendem o direito de ordenar intervenções militares de curta duração sem autorização prévia dos parlamentares, sob a justificativa de proteger a segurança nacional.