POLÍTICA


Boulos chama gestão de Galípolo no Banco Central de ‘decepção’

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência afirma que presidente do BC ficou "muito abaixo" das expectativas e critica manutenção da taxa de juros em patamar elevado

Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Roque de Sá/Agência Senado

 

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), afirmou que a gestão de Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central (BC) foi uma “decepção”.

“Não é porque o Galípolo foi indicado pelo governo do Lula que nós não vamos criticar a atuação dele. Tem que ser criticado. Muito abaixo. Esses juros são escorchantes. Deveria ter começado a baixar antes, deveria ter baixado mais. Essa é a realidade. E acho que foi uma decepção. O presidente Lula indicou ele com expectativa de que ele trabalhasse para poder baixar os juros no Brasil. O Brasil está crescendo mais de 2% ao ano, em média 2,5% ao ano nos três anos Lula, é um milagre com a taxa de juros que a gente tem”, afirmou Boulos em entrevista ao Metrópoles.

De acordo com um levantamento das consultorias Lev Intelligence e MoneYou, o Brasil está no topo da lista dos maiores juros reais do mundo.

“A gente pode criar Desenrola 1, 2, 3, mas, se não tiver uma redução na taxa de juros, vai ter um endividamento alto da sociedade brasileira. O trabalhador, para poder — não estou nem falando de comprar uma casa ou comprar um carro — fazer uma compra no crédito, tem que pagar um rotativo do cartão que não existe”, disse Boulos.

“E aí você vai dizer que isso são as forças do mercado. Olha, não cola, não cola e, por isso, te digo aqui com todas as letras: eu acho que a atuação do Banco Central, também sob o comando do Galípolo, ficou muito aquém do que poderia ser para estimular a economia brasileira e reduzir as taxas de juros”, acrescentou.