ECONOMIA


Novas tarifas dos EUA podem gerar impacto de US$ 14,9 bilhões para o Brasil, estima CNI

Estudo aponta que cerca de 4 mil produtos brasileiros podem ser afetados caso Washington amplie as taxas de importação para até 37,5%

Foto: Jean Vagner/Ascom/SEI

 

Uma estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que, caso os Estados Unidos confirmem a aplicação de tarifas adicionais de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros, o impacto para o Brasil poderá chegar a US$ 14,9 bilhões.

De acordo com o levantamento, caso as duas novas propostas forem aprovadas, acontecerá um acréscimo de 27,5 pontos percentuais sobre os bens, sendo 62% intermediários. Neste caso, a taxação pode alcançar 37,5%.

Audiências referentes ao assunto acontecem nos Estados Unidos desde a última segunda-feira (6) e irão até está terça (7). Empresários de autoridades brasileiras, como o senador e pré-candidato à Presidência República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participam dos encontros com o objetivo de pedir a suspensão do tarifaço e defender resoluções construtivas das questões identificadas na investigação.

Cerca de 4 mil produtos podem ser afetados com a aprovação da tarifa, que pode chegar a até 37,5%.

Os dados da CNI Dados mostram que as tarifas atingiram principalmente produtos intermediários nos quais o Brasil tem forte participação nas importações norte-americanas.

Em 11 desses itens, o país é o principal fornecedor dos EUA, com destaque para o compensado de pinus, que responde por 99,6% das importações americanas.

Na sequência aparecem o ferro-gusa não ligado (73,3%), o álcool etílico não desnaturado (72,3%), o tabaco curado por fumaça ou processado (72%), as molduras de madeira padrão de pinho (59,4%), as estacas, paliças, postes e trilhos de madeira (57,8%), o açúcar de cana bruto em forma sólida (52,9%), o granito monumental ou de construção (48,9%), o hidróxido de alumínio (47,5%), o sebo não comestível (37,5%) e as peptonas e seus derivados (33,1%).