ECONOMIA


Oito em cada 10 empregadores brasileiros sofrem com escassez de mão de obra, diz levantamento

Porcentual posiciona Brasil acima da média global, de 72%; Estado de São Paulo aparece com maior índice de dificuldade dos empregadores para encontrar profissionais

Foto: Marcello Casal/JrAgência Brasil

 

Dados divulgados por um levantamento do ManpowerGroup, empresa de recursos humanos e gestão de pessoas, mostram que oito de cada dez empregadores brasileiros relatam dificuldades para encontrar profissionais para trabalhar em suas empresas. O número faz parte da Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2026.

O porcentual alcançado ficou praticamente no mesmo patamar do registrado em 2025 (81%) e posiciona o Brasil acima da média global, de 72%.

Em 2014, a pesquisa mostrava que 63% dos empregadores relatavam dificuldades para contratar profissionais. Nos anos seguintes, houve um esboço de queda do índice (61% em 2015 e 43% em 2016), chegando a 34% em 2018, o ponto mais baixo da série histórica recente.

A partir de 2019, o indicador voltou a registrar forte alta e cravou 52%, em trajetória que se intensificou durante a pandemia de covid-19 (71% em 2021 e 81% em 2022).

Desde então, o Brasil se mantém em patamar elevado: 80% em 2023 e 2024, 81% em 2025 e 80% em 2026.
Entre as regiões monitoradas pela pesquisa no Brasil, o Estado de São Paulo aparece com o maior índice de dificuldade dos empregadores para encontrar profissionais (88%), seguido por Minas Gerais (85%), Rio de Janeiro (80%), cidade de São Paulo (79%), outras regiões do país agregadas (77%) e Paraná (74%).

No cenário brasileiro, 72% dos empregadores de microempresas (com menos de dez pessoas) relatam ter dificuldades para contratar. Já no caso das empresas que têm entre mil e 5 mil colaboradores, o índice chega a 90%. Trata-se do maior porcentual entre todos os recortes analisados pela pesquisa no país.

Em nível global, 64% dos empregadores de microempresas afirmam ter dificuldades para fazer contratações. O pico é registrado nas companhias de médio e grande porte, com 75% nas empresas entre mil e 5 mil colaboradores e 74% naquelas que têm mais de 5 mil funcionários.