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OMS afirma que sistema de saúde da Venezuela enfrenta sobrecarga após terremotos

Hospitais operam sob forte pressão após os abalos sísmicos; organização alerta para risco de surtos de doenças entre pessoas deslocadas

Foto: Reprodução/SBT News

 

A Organização Mundial da Saúde informou nesta terça-feira (30) que o sistema de saúde da Venezuela enfrenta forte sobrecarga após os dois terremotos registrados na semana passada. Segundo a entidade, mais de 1.700 pessoas morreram e cerca de 5 mil ficaram feridas em consequência dos abalos, que também provocaram danos em centenas de edifícios.

De acordo com a OMS, pelo menos três unidades de saúde sofreram danos considerados críticos, enquanto outras seis apresentam funcionamento parcial ou foram afetadas pela destruição. Entre os 21 centros de saúde avaliados, os demais seguem em operação, mas enfrentam superlotação, aumento das filas para cirurgias e dificuldades na prestação dos serviços.

A organização também informou que diversos profissionais especializados em atendimento obstétrico na região de La Guaira permanecem desaparecidos, o que compromete a assistência à saúde materna. A falta de pessoal tem ampliado a pressão sobre as unidades que continuam funcionando.

Além dos impactos diretos sobre a rede hospitalar, a OMS alertou para o risco de surtos de doenças como Febre amarela e Dengue entre as pessoas deslocadas pelos terremotos, especialmente em razão da baixa cobertura vacinal em parte da região.