ECONOMIA


Tomate, cenoura e batata acumulam altas superiores a 100% em 2026 com pressão do clima

Hortaliças mais que dobram de preço, enquanto inflação dos alimentos desacelera em junho, segundo o IBGE

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

A inflação dos alimentos perdeu força em junho, mas alguns produtos seguem pesando no bolso dos brasileiros. Dados do IPCA-15, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que tomate, cenoura e batata-inglesa acumularam altas superiores a 100% no primeiro semestre de 2026.

Entre janeiro e junho, o tomate registrou aumento de 103,84%, a cenoura subiu 103,10% e a batata-inglesa teve alta de 100,20%. Segundo especialistas, os preços foram pressionados principalmente por problemas climáticos, que afetaram a produção e reduziram a oferta desses alimentos no mercado.

Apesar dos aumentos, o grupo alimentação desacelerou na passagem de maio para junho, saindo de uma alta de 1,38% para 0,74%. Dentro das residências, a alimentação passou de 1,73% para 0,87%, com destaque para as altas da batata-inglesa (29,42%), tomate (17,27%), feijão-carioca (14,29%) e cebola (9,54%).

Na contramão, o café moído (-3,69%) e as frutas (-0,96%) tiveram redução de preços no período. A expectativa de melhora na safra e o alívio nas cotações internacionais contribuíram para a queda do café, que vinha acumulando fortes aumentos nos últimos meses.