POLÍTICA


Lídice diz que condenação de Eduardo Bolsonaro foi justa e o chama de ‘agente americano’

Deputada afirma que ex-deputado sabotou os interesses do Brasil ao articular sanções contra ministros do Supremo e medidas econômicas, a exemplo das taxações sobre as importações

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) afirmou nesta quarta-feira (17) ter sido “justo” o julgamento que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicialmente semiaberto pelo crime de coação por sua atuação nos Estados Unidos para intimidar o Judiciário brasileiro e impedir a análise da trama golpista. A decisão foi tomada de forma unânime pela Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

Para Lídice, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro atuou como um “agente americano” e “traidor da pátria” ao articular sanções contra ministros do Supremo e medidas econômicas contra o Brasil, a exemplo das taxações sobre as importações.

“Demonstra que ele é um agente do governo americano, e não um político que defende o seu país. Portanto, eu acho que o julgamento foi justo, é uma pessoa que trai os interesses do Brasil. O Brasil sofreu um tarifaço em diversas áreas, produtos do nosso país para exportação, em função de uma campanha desempenhada por ele nos Estados Unidos para punir o nosso país pela condenação ou para chantagear e impedir a condenação do pai dele”, declarou Lídice.

“A ninguém é dado o direito, por mais importante que seja, ou que se julgue ser, de impedir a realização da justiça e, por outro lado, sabotar os interesses da pátria. Ele é um traidor”, acrescentou a parlamentar, em uma agenda ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no bairro do Stiep, em Salvador.

Com a condenação, Eduardo Bolsonaro se torna “ficha suja”, o que o impede de disputar as eleições por até oito anos e perde o cargo de escrivão da Polícia Federal.

Com a condenação, o ex-deputado se torna “ficha suja”, o que o impede de disputar as eleições por até oito anos e perde o cargo de escrivão da Polícia Federal.

Em nota, Eduardo afirmou que seu endereço no país é conhecido e defendeu que deveria ter sido notificado por carta rogatória.

“Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula, e, depois de tantas derrotas internacionais, até Moraes sabe disso. Por isso o real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições”, disse, que mora nos EUA desde fevereiro do ano passado.