JUSTIÇA


STJ mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra em investigação sobre suposta lavagem de dinheiro

Por unanimidade, Quinta Turma decidiu que caso ainda deve ser analisado pelas instâncias inferiores

Foto: Reprodução/redes sociais

 

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve, nesta terça-feira (9), a prisão preventiva da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra. Por unanimidade, os ministros rejeitaram um recurso da defesa que buscava a concessão de liberdade à investigada no âmbito de uma apuração sobre suposta lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

O colegiado entendeu que o caso ainda precisa ser analisado pelas instâncias inferiores antes de uma eventual apreciação do mérito pelo STJ. Participaram do julgamento os ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto.

Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio e é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro, associação ao tráfico de drogas e envolvimento com organização criminosa. A operação que resultou em sua prisão foi conduzida pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo.

No recurso, a defesa alegou que a prisão preventiva não atende aos requisitos legais e pediu a substituição da medida por prisão domiciliar. Os advogados argumentaram que não há risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal, além de sustentarem que as provas já foram recolhidas pelas autoridades. Também afirmaram que Deolane é responsável pelos cuidados do filho de 9 anos.

Segundo a investigação, a influenciadora teria movimentado R$ 13,6 milhões em contas pessoais entre 2018 e 2022. Além disso, cerca de R$ 14 milhões teriam circulado por empresas ligadas a ela. A defesa nega qualquer ligação com o crime organizado e afirma que todos os recursos possuem origem lícita e declarada.

Antes da análise pela Quinta Turma, um pedido de habeas corpus já havia sido negado pela Presidência do STJ. Com a nova decisão, a prisão preventiva de Deolane permanece em vigor enquanto as investigações prosseguem.