ECONOMIA


PF diz ao STF que BRB sabia de fraudes no Banco Master e manteve operações

Relatório aponta que banco de Brasília teve participação direta no esquema e não pode ser tratado como vítima

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

 

A Polícia Federal concluiu que o Banco de Brasília (BRB) teve participação direta nas fraudes envolvendo o Banco Master. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Em documento enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF afirma que o BRB não pode ser considerado uma “vítima”.

A corporação diz que a instituição de Brasília soube das suspeitas de fraudes nas carteiras de crédito do Master ainda no segundo semestre de 2024, quando as negociações tiveram início, porém, mesmo com isso, o relatório indica que o banco decidiu continuar com as transações.

“Os depoimentos indicam que o BRB não foi vítima da estratégia fraudulenta do Banco Master. Contrariando a diligência exigida na gestão contratual, os gestores mantiveram a operação mesmo após terem ciência formal do descumprimento de cláusulas contratuais referentes ao repasse financeiro, da inexistência dos comprovantes de averbação e de diversas outras fragilidades operacionais”, diz trecho do relatório divulgado pelo Estadão.

Ainda no documento, a Polícia Federal mostra uma troca de mensagens entre o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, onde ambos afirmam que estariam “juntando” suas vidas após negociações envolvendo imóveis de luxo em São Paulo.

A PF suspeita que imóveis tenham sido usados como contrapartida a aportes bilionários feitos pelo BRB no Banco Master. A corporação diz que Costa teria aceitado receber seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões. Desse total, cerca de R$ 74 milhões já teriam sido pagos.