POLÍTICA


Eduardo Bolsonaro aciona polícia dos EUA após repórter ir até casa da família no Texas: ‘Pessoas ligadas ao PCC’

Ex-deputado afirmou que jornalista procurou vizinhos após abordagem no imóvel e registrou boletim de ocorrência; Intercept Brasil disse acompanhar o caso e citou ameaças ao profissional

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

 

O ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acionou a polícia dos Estados Unidos na última sexta-feira (22) após um repórter ir até a casa onde o ex-parlamentar e sua família moram.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo afirma que o profissional disse que trabalhava no portal Intercept Brasil, responsável pelos vazamentos da conversa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A esposa de Eduardo, Heloísa Bolsonaro, disse que o jornalista tocou a campainha do imóvel e foi recebido pela filha do casal, de 5 anos. Segundo ela, o homem apresentou-se e tentou confirmar se a família morava no local. Em seu relato nas redes sociais, Heloísa disse ter se recusado a responder e fechou a porta.

Eduardo Bolsonaro afirmou ainda que, com a negativa da esposa, o repórter teria ido à casa de vizinhos para fazer perguntas sobre a rotina da família.

O ex-deputado disse que a polícia chegou ao local, mas não encontrou o jornalista. Ele também disse que apresentou a foto do repórter para as autoridades.

“O que pretendem pessoas ligadas ao PCC ao invadir minha privacidade e constranger minha esposa e minha filha de apenas 5 anos?”, escreveu o ex-parlamentar, que contou que registrou um boletim de ocorrência contra o jornalista.

“Aqui no Texas muitas pessoas têm armas em casa e, normalmente, as pessoas que você recebe na sua casa são pessoas que você conhece. Não estou fazendo ameaças a ninguém, estou só falando que é uma situação totalmente grave”, disse.

 

Resposta da Intercept

Por meio de nota enviada ao Metrópoles, a Intercept Brasil afirmou que está analisando a situação que, segundo a empresa, inclui “ameaças, mentiras e exposição pública relacionadas ao exercício da atividade jornalística”.

“Estamos acompanhando a situação envolvendo um jornalista local experiente contratado pelo Intercept Brasil para esta cobertura, incluindo ameaças, mentiras e exposição pública relacionadas ao exercício da atividade jornalística que cumpre todos os padrões éticos e profissionais. No momento, seguimos acompanhando o caso e avaliando os desdobramentos relacionados à segurança do profissional envolvido”, diz a nota.