POLÍTICA


Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6×1 e defende jornada flexível de trabalho em evento com prefeitos

Senador afirmou que oposição apresentará nova proposta e disse que trabalhador deve escolher quanto tempo quer trabalhar

Foto: YouTube/CNM

 

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta terça-feira (19) a proposta de fim da escala 6×1 e afirmou que a oposição irá apresentar um novo modelo para a jornada de trabalho no Brasil.

Durante discurso na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o parlamentar afirmou que a legislação trabalhista brasileira está “atrasada” e que mudanças feitas da forma proposta pelo governo podem causar impacto financeiro aos municípios.

“Todos nós queremos trabalhar menos e ganhar mais, só que é uma legislação que está atrasada, engessada, que vai causar um impacto nos municípios de 50 bilhões de reais por ano se for aprovada dessa forma”, declarou.

O senador também defendeu que o trabalhador tenha liberdade para escolher a própria carga horária. Segundo ele, o salário mínimo passaria a ser calculado por horas trabalhadas, mantendo direitos como 13º salário, férias, FGTS e INSS.

Flávio Bolsonaro afirmou ainda que a proposta da oposição pode beneficiar principalmente as mulheres. De acordo com o parlamentar, muitas não conseguem ingressar no mercado de trabalho por conta da dificuldade em conciliar a jornada com os cuidados dos filhos. “23% das mulheres não conseguem trabalho por não ter onde deixar seus filhos, porque a jornada de trabalho inviabiliza”, disse.

A PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem redução salarial entra em semana decisiva na Câmara dos Deputados. O relator da proposta, o deputado federal Leo Prates (Republicanos), deve apresentar a primeira versão do parecer nesta quarta-feira (20).

Entre os principais pontos em discussão está a criação de uma regra de transição para a redução da carga horária. Enquanto setores produtivos defendem uma implementação gradual, a base do governo pressiona por mudanças mais rápidas.

Com informações da CNN Brasil