ESPORTE


‘É uma vergonha’: Binha de São Caetano critica gestão do Bahia e cobra reforços para o elenco

Fã questionou postura do Grupo City no mercado de transferências e falta de aproveitamento dos talentos formados na Cidade Tricolor

Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

 

 

O emblemático torcedor tricolor Flávio Alexandre da Silva Filho, conhecido como “Binha do Bahia” ou “Binha de São Caetano”, manifestou forte insatisfação com a administração atual do Bahia diante do momento turbulento vivido pelo time.

“O Bahia acabou. O Bahia agora é de dono, de proprietário. É uma vergonha. Ontem, o Bahia não perdeu porque Deus não deixou. Estou decepcionado. Eu quero o Bahia campeão da Copa do Brasil, da Série A, Libertadores do Mundial”, criticou Binha, se referindo à derrota para o Cruzeiro na partida deste domingo (17).

O torcedor, que acompanha o time há mais de 45 anos, questionou a postura do Grupo City no mercado de transferências e cobrou explicações sobre a ausência de novos reforços para qualificar o elenco principal na temporada.

Binha questionou também a falta de aproveitamento dos talentos formados na Cidade Tricolor, destacando especificamente a ausência de oportunidades para o jovem Dell, que classificou como “melhor centroavante que o Bahia tem”.

Para Binha, o clube tem negligenciado o uso dos ativos formados em casa, que poderiam dar fôlego ao time titular durante a atual sequência de resultados negativos nas competições.

Diante do cenário de instabilidade, Binha de São Caetano demonstrou pessimismo quanto às pretensões do Esquadrão no Campeonato Brasileiro.

O torcedor projetou que, caso o panorama atual permaneça sem ajustes no plantel e na postura em campo, o Bahia se limitará a disputar pela faixa intermediária da tabela, distanciando-se das disputas por grandes títulos. “Esse time vai brigar para ficar entre os 10, se não brigar para não cair. Só não cai porque o City é bilionário, é uma vergonha”, declarou.

As críticas surgem em um cenário de 7 partidas consecutivas sem vitórias para o time tricolor, além de duas eliminações na atual temporada: na Copa Libertadores da América, diante do O’Higgins, e na Copa do Brasil, onde perdeu para o Remo por 3 a 1 no jogo de ida da 5ª fase.

O empate recente diante do Grêmio aumentou o clima de insatisfação entre os torcedores, que protestaram, mais uma vez, pela saída de Rogério Ceni, treinador do Bahia. O Bamor, principal torcida organizada do Bahia, pediu a demissão do técnico em um manifesto publicado.

“Chegamos ao limite. Não existe mais justificativa para a permanência de um trabalho desgastado, previsível e incapaz de entregar evolução. O ciclo de Rogério Ceni acabou, e insistir nisso é continuar empurrando o Bahia para o fracasso”, afirma trecho do documento.

Em entrevista coletiva no domingo, Ceni negou a possibilidade de desistência do cargo e afirmou que segue comprometido com o projeto do clube.

“Você abandonaria a sua profissão se alguém lhe ofendesse? Não estou aqui apenas pelo salário que ganho. Não quero muito, não quero nada além de poder trabalhar e desenvolver aquilo de que gosto”, declarou.

Confira vídeo: