POLÍTICA


Eduardo Bolsonaro admite reembolso de US$ 50 mil por ‘Dark Horse’ e nega ligação com fundo investigado

Ex-deputado afirmou que investiu recursos próprios em filme sobre ex-presidente e deixou produção após entrada de investidores

Imagem: Reprodução/Redes sociais

 

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta sexta-feira (15) que recebeu de volta US$ 50 mil investidos na produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, o valor foi reembolsado diretamente pela produtora e não passou pelo fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A declaração ocorre após reportagem do The Intercept Brasil revelar que Eduardo atuou como produtor-executivo do longa. O cargo consta em contrato obtido pelo portal e confirmado pela TV Globo. No documento, Eduardo aparece ao lado do deputado federal Mario Frias (PL-SP) entre os responsáveis pelo desenvolvimento e estrutura financeira do projeto.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Eduardo afirmou que o investimento inicial teve como objetivo garantir a contratação de um diretor de Hollywood para desenvolver o roteiro do filme. Segundo ele, o contrato assegurou a permanência do profissional no projeto por cerca de dois anos.

O ex-deputado disse ainda que deixou a função de produtor-executivo após a entrada de um “grande investidor” e a reestruturação da operação financeira do filme. “Com a reestruturação da operação, que passou a envolver fundos de investimento, deixei a função de diretor-executivo, mantendo-me como detentor dos direitos autorais para que um ator pudesse me representar no filme. Desta forma, não haveria a necessidade de qualquer ação judicial posterior da minha parte”, afirmou.

O caso ganhou repercussão após o The Intercept divulgar áudios em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cobra pagamentos de Daniel Vorcaro para financiar a produção. Segundo a reportagem, o banqueiro teria repassado cerca de R$ 61 milhões ao projeto. A Polícia Federal investiga se parte dos recursos ligados ao filme foi usada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele vive desde fevereiro de 2025.