POLÍTICA


‘Nunca recebi nenhum valor ilícito’, diz Ciro Nogueira após operação da PF

Investigações da PF apontam que presidente do PP teria recebido R$ 18 milhões em propina para defender interesses do banco Master

Foto: Pedro França/Agência Senado

 

Alvo da Polícia Federal, o senador e presidente do Partido Progressistas (PP), Ciro Nogueira, afirmou que não recebeu nenhum valor ilícito nem cometeu irregularidades em benefício do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

“Sobre as acusações que estou sendo vítima, eu posso garantir: nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade, que seja, neste caso ou em qualquer outro”, afirmou Ciro em um vídeo divulgado em suas redes sociais nesta terça-feira (12).

Nogueira também rebateu um trecho da investigação que aponta o uso de empresas vinculadas a sua família para práticas ilícitas.

“Meu pai construiu uma empresa com muito sacrifício, e graças a Deus ela tem muito sucesso. Agora inventaram que eu recebi ilegalmente valores por meio dessas empresas, valores que não chegam sequer a 1% do seu faturamento anual, não chega a meio por cento do faturamento em dois anos”, declarou.

O senador ainda comentou sobre o faturamento da empresa de sua família e classificou como “comum” as operações de depósito realizadas.

“Nós temos uma rede de concessionárias de motocicletas que fatura em torno de quatrocentos milhões de reais por ano. E me acusam de depósito de três milhões de reais nessa empresa. Isso é absolutamente comum em uma empresa dessas, muitas peças e serviços são pagos em dinheiro, tudo com nota fiscal, tudo descrito em contabilidade que uma auditoria pode ser feita por quem quiser”, disse.

Na última quinta-feira, Ciro Nogueira foi alvo de busca e apreensão em operação da PF no âmbito do Caso Master. As investigações apontam que o senador teria recebido R$18 milhões em propina para defender interesses do banco Master, além de outros benefícios.