JUSTIÇA


Moraes determina que defesa de ‘Débora do Batom’ explique falhas na tornozeleira eletrônica

Débora Rodrigues foi condenada por pichar 'Perdeu, mané' em estátua 'A Justiça', nos atos do 8 de janeiro, em Brasília

Foto: Reprodução

 

A defesa da baiana Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”, tem até esta sexta-feira (1º) para apresentar explicações sobre falhas identificadas no monitoramento eletrônico da condenada por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Natural de Irecê, a cabeleireira ganhou repercussão nacional após pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, em Brasília.

O prazo de 48 horas foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (29). Segundo dados do sistema de monitoramento, a tornozeleira eletrônica de Débora teria apresentado períodos de desligamento entre os dias 20 e 26 de abril, o que motivou a notificação oficial expedida pelo gabinete do magistrado, segundo o site Poder360.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão por Moraes. Durante o processo, ela afirmou que pagou R$ 50 em passagens de ônibus para ir até Brasília e alegou que não entrou em nenhum dos prédios públicos durante os ataques, permanecendo apenas na Praça dos Três Poderes. Segundo a versão apresentada por ela, deixou o local assim que os policiais chegaram.

A cabeleireira está entre os condenados que podem ser beneficiados pelo chamado PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso Nacional após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que reduz penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro. O texto ainda aguarda promulgação.