SAÚDE


Prefeitura alerta para risco de doenças causadas pelo caramujo africano em Salvador

Aumento das chuvas favorece proliferação do molusco, que pode transmitir infecções graves à população

Foto: Ascom SMS

 

A Prefeitura de Salvador reforçou o alerta sobre os riscos à saúde associados ao caramujo africano, comum neste período chuvoso. O animal, da espécie Lissachatina fulica, tende a aparecer com mais frequência devido às condições climáticas, o que eleva o risco de contaminação.

De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o molusco pode atuar como hospedeiro de parasitas responsáveis por doenças como meningite eosinofílica e angiostrongilíase, que podem evoluir para quadros graves. A orientação é evitar o contato direto, especialmente com o muco do animal, onde os parasitas podem estar presentes.

A recomendação é manter os quintais limpos, sem acúmulo de lixo, folhas ou entulho, além de higienizar bem alimentos, principalmente os consumidos crus. O descarte inadequado, como o uso de sal, não é indicado, pois pode espalhar ainda mais os parasitas no ambiente.

Para a remoção segura, o CCZ orienta o uso de luvas e o acondicionamento dos caramujos em recipientes com solução de água e água sanitária por 24 horas. Após o procedimento, o descarte deve seguir orientações específicas para evitar contaminação do solo.

A população também pode acionar o serviço municipal por meio do telefone 156 para receber orientações e solicitar apoio. A prefeitura reforça que medidas simples de higiene e manejo adequado são fundamentais para prevenir doenças.