BRASIL


Professora brasileira recorre à morte assistida na Suíça e se despede 

Diagnosticada com doença degenerativa, Célia Maria Cassiano relatou perda progressiva dos movimentos e defendeu o direito de escolha sobre o fim da vida 

Foto: Instagram/ @Celiamaria

A professora brasileira Célia Maria Cassiano compartilhou, na quarta-feira (15), um vídeo em suas redes sociais no qual revelou ter viajado a Zurique, na Suíça, para realizar o procedimento de morte assistida. 

Diagnosticada há cerca de um ano e meio com uma doença degenerativa que afeta o segundo neurônio motor, conhecida como Paralisia Progressiva, ela vinha enfrentando um avanço contínuo da condição. Posteriormente, uma sobrinha confirmou nas redes sociais que o procedimento foi concluído. 

Na gravação de despedida, Célia descreveu o impacto da doença em sua rotina, destacando a perda gradual da voz e dos movimentos. Apesar das limitações físicas, ressaltou que suas capacidades intelectuais permaneciam preservadas. 

Formada em Ciências Sociais e mestre em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a professora atuava como docente no Sesc Campinas e na ESAMC. 

Segundo Célia, a decisão de buscar a morte assistida foi tomada há pouco mais de um ano. Ela afirmou que não desejava viver em condição de dependência ou ligada a aparelhos para se manter viva, e também expressou o desejo de que o debate sobre o direito à morte assistida avance no Brasil. 

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