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Novo líder Supremo do Irã é escolhido pela Assembleia do país para suceder Ali Khamenei

Escolha ocorre após morte do aiatolá em ataques durante guerra com Israel e EUA

Foto: Divulgação/Escritório do Líder Supremo do Irã

 

A Assembleia dos Especialistas do Irã informou que já escolheu o novo líder supremo do país, mas o nome do sucessor ainda não foi divulgado oficialmente. A informação foi confirmada pelo clérigo Mohsen Heidari Alekasir à agência iraniana Isna.

Segundo Alekasir, a decisão foi tomada pela maioria dos integrantes do colegiado, responsável constitucionalmente por definir quem ocupa o posto mais alto da República Islâmica. Ele afirmou ainda que, devido às circunstâncias atuais do conflito, os membros da assembleia não conseguiram se reunir presencialmente para realizar a votação.

O novo líder substituirá o aiatolá Ali Khamenei, que morreu após ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos no início da guerra.

Outro integrante da assembleia, Hojjatoleslam Mahmoud Rajabi, afirmou à agência Mehr que os membros do órgão trabalharam “dia e noite” para chegar à definição. De acordo com ele, o anúncio oficial será feito pelo secretariado da Assembleia de Especialistas e pela mesa diretora do órgão.

A escolha do novo líder ocorre em meio a tensões internacionais. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou em entrevista ao site Axios que gostaria de participar da definição do sucessor e disse que não aceitaria a escolha de Mojtaba Khamenei, filho do líder morto e apontado por analistas como possível herdeiro político.

A declaração foi rebatida pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que afirmou à NBC News que a escolha é um assunto interno do país e cabe exclusivamente ao povo iraniano e à Assembleia de Especialistas.

Em paralelo, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nas redes sociais que o próximo líder supremo do Irã será alvo de eliminação, independentemente de quem seja escolhido ou de onde esteja.

Autoridades iranianas estimam que a guerra envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã já deixou ao menos 1.332 civis mortos no país. Entre os episódios mais graves está o ataque a uma escola de meninas, que teria provocado a morte de 168 crianças, segundo autoridades locais.

Com informações da Agência Brasil