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Aprovação de Trump cai a nível mais baixo com guerra no Irã e custo de vida

Pesquisa mostrou que 34% dos americanos aprovam desempenho de Trump na Casa Branca

Foto: The White House/Divulgação

 

O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu ao nível mais baixo de seu atual mandato, com os americanos cada vez mais descontentes com o custo de vida e o conflito contra o Irã, segundo nova pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira (27).

A pesquisa mostrou que 34% dos americanos aprovam o desempenho de Trump na Casa Branca. O número sofreu uma queda de 2% em comparação a uma pesquisa anterior da Reuters/Ipsos, realizada de 15 a 20 de abril.
Em relação ao custo de vida, apenas 22% dos entrevistados aprovaram o desempenho de Trump, abaixo dos 25% da pesquisa anterior do instituto.

A posição de Trump perante a população dos EUA tem apresentado uma tendência de queda desde que ele assumiu o cargo pela segunda vez, em janeiro de 2025, quando quase 50% dos norte-americanos o aprovavam (47%).

O declínio de sua popularidade se intensificou quando os EUA e Israel iniciaram uma guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, o que levou a um aumento nos preços de combustíveis. Os preços da gasolina nos EUA subiram mais de 40% desde o início da guerra do Irã.

A maioria das respostas foi coletada antes do ataque no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Ainda não se sabe se o incidente, no qual um atirador foi impedido antes de entrar no salão onde Trump estava jantando, pode afetar a opinião das pessoas sobre o líder dos EUA.

Embora o conflito entre os Estados Unidos e o Irã tenha diminuído após o acordo de cessar-fogo no início do mês, as ameaças iranianas continuam dificultando a saída de petróleo do Golfo Pérsico. Isso tem provocado novos aumentos nos preços da energia nos Estados Unidos e no mundo, à medida que as economias utilizam suas reservas e reduzem a demanda.

Apenas 34% dos norte-americanos aprovam o conflito dos EUA com o Irã, abaixo dos 36% em meados de abril e dos 38% em meados de março, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos que reuniu respostas de 1.269 adultos norte-americanos e teve uma margem de erro de 3 pontos percentuais.