JUSTIÇA


Perfis bolsonaristas resgatam crítica de Moraes a mensagens apagadas por ‘Débora do Batom’ em ação que a condenou

Declaração viralizou após a informação de que o magistrado teria se comunicado com Daniel Vorcaro por mensagens de visualização única

Foto: Antônio Augusto/STF

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou o farto de a cabeleireira Débora dos Santos, conhecida como “Débora do batom”, ter apagado mensagens sobre sua participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele foi o relator da ação que a condenou a 14 anos de prisão.

“Reforça a conclusão referida, a demonstrar desprezo para com as instituições republicanas, consoante já ressaltado, o fato de que a ré apagou e ocultou provas de sua intensa participação nos atos golpistas do dia 8/1/2023, que ocasionaram os danos relatados, haja vista a conclusão apresentada pela Polícia Federal, em Informação de Polícia Judiciária, relacionada ao celular de sua propriedade”, escreveu Moraes na decisão.

No documento, o magistrado ainda destacou o trecho do relatório apresentado pela PF que informava que o aparelho telefônico de Débora constavam diversas conversas com “interrupção nos diálogos no período entre dezembro de 2022 e a primeira quinzena de fevereiro de 2023”. “Isto pode ser um indício de que Débora dos Santos tenha apagado do seu telefone os dados relevantes referentes ao período das manifestações antidemocráticas e atos antidemocráticos”, concluía o trecho.

A crítica de Moraes foi recuperada por perfis de lideranças da oposição após o vazamento de que Moraes teria trocado mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, no mesmo dia em que ele foi preso em novembro do ano passado.

Em um dos diálogos no WhatsApp, o dono do Master escreveu: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”. O ministro respondeu em seguida, mas através de três mensagens de visualização única, do tipo que são apagadas assim que o destinatário lê.

“Eis a opinião de Alexandre de Moraes sobre quem apaga mensagens de WhatsApp no celular no caso da Débora do Batom: ‘desprezo com o Poder Judiciário e a ordem pública’. E como fica quem manda mensagem de visualização única para responder se “bloqueou” algo ou não a um criminoso?”, questionou o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo).

Com informações do jornal O Globo