POLÍTICA


Roma diz que convocação para depor na CPI do Crime Organizado é ‘estratégia do PT’

Bolsonarista também vinculou a convocação ao cenário eleitoral na Bahia, onde articula candidatura ao Senado neste ano

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou nesta sexta-feira (27) que a decisão da CPI do Crime Organizado de convocá-lo para prestar depoimento faz parte de uma estratégia do PT para desviar o foco de problemas da atual gestão do presidente Lula. Ele também vinculou a convocação ao cenário eleitoral na Bahia, onde articula candidatura ao Senado neste ano.

“Está muito claro que a consolidação do nosso nome na disputa pelo Senado está incomodando muita gente. Mas essa perseguição não vai nos tirar do foco de livrar a Bahia das garras do PT”, disse Roma em uma publicação no Instagram.

Para ele, além de motivação política, a convocação não possui fundamento técnico. A CPI é comandada pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES).

O ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro disse não ter “absolutamente nenhuma relação” com o caso investigado e classificou a convocação como parte de um movimento claramente político.

“A CPI do Crime Organizado decidiu convocar a mim e ao ministro Paulo Guedes para prestar depoimento num caso em que não temos absolutamente nenhuma relação, num movimento claramente político sem qualquer fundamento minimamente razoável”, afirmou.

Roma disse que o próprio relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), declarou que não há investigação formal contra seu nome. Para o ex-ministro, a iniciativa faz parte de uma estratégia do PT para desviar o foco de problemas da atual gestão.

“O que a gente observa é que o PT busca criar uma cortina de fumaça para tentar construir narrativas fantasiosas e esconder seus desmandos. Modus operandi típico dos petistas”, afirmou.

O ex-ministro também criticou o que chamou de uso político da comissão parlamentar de inquérito. “A CPI deve cumprir seu papel com responsabilidade, imparcialidade e respeito às instituições. O que não é admissível é que um instrumento legítimo de investigação seja utilizado como ferramenta de perseguição política e de distorção dos fatos”, declarou.