BRASIL


Médico baiano alvo da PF diz que manipulação de emagrecedor é permitida e que provará inocência

Gabriel Almeida diz ter sido denunciado por farmacêutica e promete apresentar documentos que comprovam sua versão

Foto: Arquivo Pessoal

 

O médico baiano Gabriel Almeida, apontado pela Polícia Federal como principal alvo da Operação Slim, afirmou nesta sexta-feira (28), em vídeo publicado nas redes sociais, que não tem participação no suposto esquema de produção e venda ilegal de substâncias para emagrecimento.

No pronunciamento, Almeida declarou que a legislação brasileira permite a manipulação da tirzepatida, princípio ativo do medicamento Mounjaro, e atribuiu a ação policial a uma denúncia da farmacêutica Eli Lilly. Segundo ele, a empresa teria se incomodado com o fato de que ele ministra cursos a profissionais de saúde sobre o uso de versões manipuladas com custo inferior ao do produto comercial.

“Essa empresa grande se incomodou porque hoje eu tenho mais de 8 mil alunos. Eu ensino eles a prescreverem tirzepatida no consultório, de forma legal, e por um preço menor do que o da farmácia”, afirmou. “Quando isso acontece, o gigante vem atrás. Mas, calma, eu não vou cair. Posso cair dez vezes, levanto onze.”

O médico acrescentou que possui documentos e informações que, segundo ele, demonstrariam sua inocência e que pretende divulgar esse material “em breve”.