SALVADOR


Inflação de Salvador atinge maior alta para mês de setembro em cinco anos

Energia elétrica e passagens aéreas pressionam preços, segundo índice; Apesar da aceleração, inflação na RMS ficou abaixo da média nacional

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

A inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) voltou a subir em setembro, com alta de 0,74% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompeu uma sequência de dois meses de deflação, registrada em julho (-0,32%) e agosto (-0,59%), e foi o maior para um mês de setembro desde 2021, quando o índice chegou a 1,11%.

Apesar da aceleração, a inflação na RMS ficou abaixo da média nacional, de 0,82%, e ocupou a nona posição entre os 16 locais pesquisados pelo IBGE. Todas as regiões analisadas registraram aumento médio de preços no mês, com as maiores taxas na Grande Vitória (1,08%), em Goiânia (1,07%) e na Região Metropolitana de Belo Horizonte (1,05%).

No acumulado de 2026, a inflação da Grande Salvador chegou a 3,55%, a terceira menor do país, abaixo do índice nacional, de 3,95%. Nos últimos 12 meses, a alta foi de 4,23%, acima dos 3,64% registrados em agosto, mas ainda inferior à taxa brasileira, de 4,58%. Nesse recorte, a RMS teve a quinta menor inflação entre os locais pesquisados.

A alta dos preços em setembro foi influenciada principalmente pelos grupos habitação e transportes. A habitação registrou aumento de 2,50%, o maior entre os nove grupos que compõem o IPCA na região, após três meses consecutivos de deflação.

O principal impacto veio da energia elétrica residencial, que subiu 9,06% e foi o item que mais pressionou individualmente a inflação da RMS no mês. Segundo o IBGE, o avanço está relacionado ao fim da incorporação do Bônus de Itaipu, que havia sido creditado nas faturas emitidas em agosto. Em sentido contrário, o botijão de gás ficou 1,11% mais barato, ajudando a conter a alta do grupo.

Os transportes tiveram aumento de 0,88%, após dois meses de queda, e exerceram a segunda maior pressão sobre o IPCA regional. A passagem aérea subiu 18,29% e foi o item que mais contribuiu para a alta do grupo, enquanto a gasolina registrou redução de 0,37%, amenizando o avanço.

O grupo de alimentos e bebidas, que tem o maior peso nas despesas das famílias da Região Metropolitana de Salvador, apresentou alta de 0,48% em setembro, interrompendo uma sequência de três meses de deflação.

O resultado foi puxado principalmente pelos alimentos consumidos em casa, que ficaram 0,47% mais caros. Entre os destaques estão os tubérculos, raízes e legumes, com alta de 12,14%. O tomate subiu 44,98%, enquanto a batata-inglesa teve aumento de 17,98%.